Compositor: Alejandro Filio
E quando tudo começou a ter um preço
Quem sabe quando um tolo se viu à luz
E viu que ao seu lado, implacável, o frio
Sem teto nem abrigo, outra vida ceifou
Ou foi quando a fome acabou com Eva
E lhe disse: Prova, o réptil sedutor
Que preço se paga, que preço se paga
Que preço se paga pra viver o amor
Quando um homem deve mais do que come
É claro que a teoria falhou então
Porque agarrada e gorda a ambição respira
Em outra barriga, em outra mansão
Sempre tenta o homem curar suas dores
Sempre tanto vales, tanto curarás
O mal persiste enquanto a praga existir
E o socialista correr atrás do capital
Continuamos todos em um balão
Buscando um lugar sem poder descer
E nunca faltou quem colocasse o preço
Ao silêncio, ao tempo, à luz, à paz
Ao direito alheio e ao respeito em si
À pele, ao vício ou à liberdade
À sinceridade, à complacência
Ao mar, à ciência e até à verdade